Campos dos Goytacazes (RJ) – A deputada estadual Tia Ju (Republicanos-RJ) participou de audiência pública na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes para debater o “Enfrentamento ao Feminicídio: Um Compromisso de Toda a Sociedade”. O encontro reuniu representantes do poder público e da sociedade para discutir medidas de prevenção à violência e de proteção às mulheres.

Durante sua participação, Tia Ju defendeu que o enfrentamento ao feminicídio não deve ser tratado como uma responsabilidade exclusiva das mulheres. Para a parlamentar, homens e mulheres precisam atuar juntos para transformar a realidade e impedir que novas vítimas sejam feitas.

“A gente vai salvar a vida das mulheres. Homens e mulheres de mãos dadas, todos juntos. Quando todos os homens entenderem que o combate à violência contra a mulher e o combate ao feminicídio são um problema de todos, homens e mulheres juntos, nós vamos conseguir vencer essa chaga”, afirmou.

A audiência foi realizada diante de um cenário preocupante no município. Segundo informações apresentadas durante a agenda, mais de 2 mil ocorrências de violência contra mulheres foram registradas pela Delegacia de Campos entre janeiro e julho deste ano.

Prevenção e proteção às mulheres

Tia Ju também chamou atenção para a necessidade de o poder público fortalecer mecanismos capazes de interromper ciclos de violência e evitar que agressores voltem a fazer vítimas. Em sua manifestação, a deputada ressaltou a importância de uma atuação efetiva do Estado, especialmente diante de casos que representam risco à integridade e à vida das mulheres.

A parlamentar ainda abordou o Pacto Estadual Rio de Janeiro Contra o Feminicídio, de sua autoria, destacando a necessidade de ampliar ações de prevenção, proteção e resposta do poder público à violência contra a mulher.

Para Tia Ju, o enfrentamento à violência precisa ultrapassar discursos e mobilizar toda a sociedade. A deputada reforçou que familiares, vizinhos, amigos e demais pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência não devem permanecer indiferentes.

“O meu grito hoje é de luta. Eu vou lutar enquanto vida eu tiver pelas mulheres. O combate à violência contra a mulher e ao feminicídio é um compromisso de todos nós”, reforçou.

A agenda também ganha significado especial no ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, reforçando a importância da conscientização, da denúncia e do fortalecimento da rede de proteção para que mulheres possam viver livres de qualquer forma de violência.

Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional