Brasília (DF) – A equipe do Mulheres Republicanas Nacional participou, nesta quinta-feira (10) – Dia Nacional de Prevenção do Suicídio –, da audiência pública sobre Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. O encontro discutiu os desafios, avanços e lacunas das políticas públicas de promoção da saúde mental no Brasil.
A audiência foi requerida e presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que também é secretária de honra do Mulheres Republicanas. A reunião integrou as ações do Setembro Amarelo, campanha voltada à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental, e contou com especialistas convidados que relataram suas experiências sobre o tema, apresentaram caminhos para o enfrentamento do problema, bem como os canais de ajuda. Dentre eles: Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos. Humanos do Ministério da Educação; Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait); Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT); Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV); Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde; e Dr. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A participação do movimento na audiência reforçou o compromisso do Mulheres Republicanas com uma pauta que exige informação qualificada, sensibilidade e atuação contínua. Ao acompanhar o debate no Senado, a equipe, representada por Luciana Lima, Marileia de Paula, Ray Alves e Rosanna Amazonas, pôde observar as discussões sobre os caminhos necessários para fortalecer as políticas de prevenção e ampliar a proteção de crianças, adolescentes, famílias e comunidades.
Para a coordenadora de comunicação do Mulheres Republicanas Nacional, Rosanna Amazonas, a presença do movimento na audiência refletiu um trabalho que já vem sendo desenvolvido de forma permanente nas redes sociais e nos espaços de diálogo com as republicanas de todo o país. “O Mulheres Republicanas já trabalha a saúde mental como uma pauta de cuidado, responsabilidade e valorização da vida. Por meio do quadro Emoções e Política e de outras ações desenvolvidas nas redes sociais, buscamos difundir informação, combater estigmas e estimular uma conversa mais humana sobre o sofrimento emocional. Participar desta audiência pública é reafirmar que essa discussão precisa estar presente na sociedade e nas políticas durante todo o ano, não apenas no mês de setembro”, destacou.
Saúde mental na infância e na adolescência
A audiência dedicou atenção especial à saúde mental de crianças e adolescentes, considerando fatores como ansiedade, depressão, violência, bullying, exclusão social, dificuldades familiares e exposição a conteúdos inadequados no ambiente digital.
O debate reforçou a importância de identificar sinais de sofrimento emocional e garantir que crianças e adolescentes sejam ouvidos por adultos preparados para acolher, orientar e encaminhar cada situação à rede de proteção adequada.
Famílias, escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de defesa de direitos têm responsabilidades complementares nesse processo. A atuação integrada entre essas áreas é essencial para que o cuidado não se limite à identificação do problema, mas também assegure acompanhamento e acesso aos serviços necessários.
Quando uma criança ou adolescente enfrenta sofrimento emocional grave, os impactos alcançam toda a família. Por isso, políticas públicas eficientes precisam considerar as condições sociais, afetivas e familiares que envolvem cada caso.
Emoções e Política amplia o debate sobre saúde mental
A participação na audiência também se relacionou diretamente ao trabalho desenvolvido pelo movimento por meio do quadro Emoções e Política, conduzido pelas psicólogas Priscila Claro e Susy Araújo, que aproxima os temas da saúde emocional, da participação social e da vida pública.
A proposta é mostrar que a política é construída por pessoas que vivem sentimentos, desafios, responsabilidades e situações que influenciam suas relações e decisões. Nesse contexto, falar sobre saúde mental significa reconhecer a importância da escuta, da empatia, do acolhimento e do acesso à informação responsável.
Ainda segundo Rosanna Amazonas, o movimento tem utilizado seus canais de comunicação para levar a pauta a diferentes públicos e incentivar as republicanas a promoverem ações de conscientização em suas comunidades.: “A comunicação tem um papel fundamental na difusão de pautas que impactam a vida das pessoas. Quando falamos sobre saúde mental com responsabilidade, ajudamos a romper o silêncio, reduzimos preconceitos e fortalecemos redes de apoio. O nosso objetivo é fazer com que essa conversa chegue às famílias, às escolas, às comunidades e às lideranças, sempre estimulando o acolhimento e a busca por ajuda profissional quando necessário”.
Campanha mobiliza republicanas de todo o Brasil
Durante o Setembro Amarelo, o Mulheres Republicanas Nacional leva a campanha às redes sociais e disponibiliza uma estratégia de comunicação com materiais preparados para apoiar as republicanas de todo o país.
O site do movimento reúne identidade visual, peças para publicação, conteúdos informativos e orientações para ações locais de conscientização e mobilização social. A iniciativa foi estruturada para facilitar a divulgação de mensagens sobre valorização da vida, escuta qualificada, acolhimento e incentivo à busca por ajuda especializada.
A mobilização também reforça que o cuidado com a saúde mental deve ultrapassar o calendário de campanhas. O Setembro Amarelo amplia a visibilidade do tema, mas a prevenção exige compromisso permanente do poder público, das instituições, das famílias, das escolas, dos profissionais de saúde e de toda a sociedade.
“O Setembro Amarelo é um momento importante para ampliar a visibilidade da saúde mental, mas não pode ser o único período em que falamos sobre prevenção e valorização da vida. Por isso, o movimento trabalha para que a pauta continue sendo difundida, com conteúdos responsáveis e ações que possam ser realizadas pelas republicanas nos estados e municípios”, ressaltou Rosanna Amazonas.
Os materiais e a estratégia de comunicação da campanha estão disponíveis aqui.
Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional
Foto em destaque: Waldemir Barreto/Agência Senado






