Manaus (AM) – O estado do Amazonas deu um passo decisivo na promoção da saúde mental infantil com a promulgação da Lei nº 7.898/2025, que torna obrigatório o uso do questionário SNAP-IV como instrumento de rastreamento de sinais precoces do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes. A iniciativa foi comemorada pela deputada estadual Dra. Mayara Pinheiro (Republicanos-AM).

A nova legislação tem como objetivo ampliar a identificação precoce do transtorno, reduzindo o tempo entre o surgimento dos primeiros sinais e o início das intervenções adequadas. O SNAP-IV é um questionário clínico amplamente utilizado no mundo todo, aplicado a pais, responsáveis e educadores, que avalia sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Instrumento reconhecido internacionalmente

O SNAP-IV é uma das ferramentas mais consolidadas para o rastreamento do TDAH. De fácil aplicação, o questionário permite mapear comportamentos que, quando persistentes e intensos, podem indicar a necessidade de avaliação clínica especializada. Com a adoção oficial do instrumento no Amazonas, escolas e serviços de saúde passam a contar com um protocolo padronizado para a triagem inicial de casos suspeitos, o que deve contribuir para diagnósticos mais rápidos e precisos.

A identificação precoce do TDAH é determinante para evitar prejuízos no desenvolvimento acadêmico, social e emocional das crianças. Entre os principais benefícios da nova lei estão a identificação mais rápida de sinais de risco, a redução do atraso no diagnóstico, o início mais ágil de intervenções terapêuticas e pedagógicas, a melhora no desempenho escolar e na convivência social, e o apoio mais efetivo às famílias.

Dra. Mayara Pinheiro destaca que a medida representa um avanço concreto na proteção da infância e da juventude: “Rastrear cedo é cuidar melhor. Essa lei é um avanço para nossas crianças”. Segundo ela, o TDAH é um transtorno que pode impactar profundamente o aprendizado, as relações sociais e o desenvolvimento emocional, e a “detecção precoce faz toda a diferença para que famílias, escolas e profissionais de saúde possam agir de forma mais eficaz”.

Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional