Brasília (DF) – A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), também secretária de honra do Mulheres Republicanas, conduziu nesta terça-feira (4), uma audiência pública dedicada à memória do Holocausto Cigano (Holocausto Romani) e ao enfrentamento do anticiganismo, do antissemitismo e de todas as formas de intolerância étnica.
O debate, realizado por iniciativa da parlamentar por meio dos Requerimentos nº 81/2026, nº 87/2026 e nº 96/2026, reuniu pesquisadores, especialistas em direitos humanos, representantes de instituições de memória e lideranças ciganas para discutir a preservação da história e a construção de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade e da dignidade dos povos ciganos.
Ao abrir a audiência, Damares Alves destacou que a preservação da memória é essencial para impedir que tragédias como o Holocausto se repitam. A senadora lembrou que cerca de 500 mil pessoas dos povos Rom e Sinti foram assassinadas pelo regime nazista e recordou um dos episódios mais marcantes dessa perseguição: na noite de 2 para 3 de agosto de 1944, aproximadamente 4,3 mil ciganos foram mortos no campo de concentração de Auschwitz.
“A preservação dessa memória possui significado que ultrapassa o resgate histórico. Ela representa um compromisso com a verdade, com a justiça e, sobretudo, com a prevenção de novas violações de direitos humanos”, afirmou.
Durante a audiência, os participantes defenderam a valorização da memória histórica como instrumento de educação, cidadania e promoção dos direitos humanos, além da adoção de políticas públicas para combater o racismo e garantir maior inclusão dos povos ciganos.
Entre os temas debatidos estiveram o enfrentamento ao anticiganismo, a necessidade de ampliar a participação das comunidades ciganas na formulação de políticas públicas, a invisibilidade estatística dessa população e a importância de preservar a história das vítimas do Holocausto Romani.
Especialistas também defenderam a criação do Dia Nacional em Memória do Holocausto Cigano, celebrado em 2 de agosto, e a implementação de um plano nacional de combate ao anticiganismo.
Para Damares Alves, promover esse debate “representa um compromisso permanente com a defesa dos direitos humanos, o respeito à diversidade e a construção de uma sociedade que não permita a repetição de discursos de ódio e perseguições“.
Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional, com informações da Agência Senado






