Brasília (DF) – O Brasil vive um momento decisivo. Em meio ao aumento persistente dos casos de Feminicídio, o país se vê diante de uma realidade que exige mais do que indignação: requer ação coordenada, responsabilidade institucional e compromisso coletivo. É nesse contexto que o Movimento Mulheres Republicanas Nacional promove o Seminário Mulheres Republicanas contra o Feminicídio: Justiça, Proteção e Prevenção, que ocorrerá às 14h30 dessa terça-feira (31/03), no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Encontro vai além da reflexão e se propõe a construir caminhos concretos para enfrentar uma das mais graves violações de direitos humanos da atualidade.

O número de feminicídios bateu recorde histórico no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Registros que apontam para quatro mulheres mortas, por dia. Um aumento de 316% em 10 anos, desde a tipificação do crime. Esses números não são apenas estatísticas: são histórias interrompidas, famílias devastadas e um alerta inequívoco de que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa avançar com urgência e profundidade.

É nesse contexto que surge o Seminário Mulheres Republicanas contra o Feminicídio, marcando o encerramento do mês dedicado às mulheres – período simbólico de reflexão, conquista de direitos e mobilização social – reforçando que a pauta da proteção à vida das mulheres deve ultrapassar o calendário e se consolidar como prioridade permanente.

O evento reunirá lideranças públicas, especialistas e representantes da sociedade civil que vão além da análise do problema, são protagonistas na construção de respostas concretas para o enfrentamento ao feminicídio no Brasil. Entre os nomes confirmados estão: a secretária nacional do Mulheres Republicanas, Liziane Bayer; a secretária de honra do Movimento, senadora Damares Alves (Republicanos-DF); a secretária-geral executiva e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto; a autora do chamado “Pacote Antifeminicídio”, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), com participação on-line; a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) e a deputada federal Franciane Bayer (Republicanos-RS), que também fortalecem o diálogo entre diferentes esferas do poder público.

Ao lado delas, especialistas como o juiz Ben-Hur Viza, referência no enfrentamento à violência doméstica; o jornalista investigativo Klester Cavalcanti; a especialista em segurança pública e políticas de proteção às mulheres, Patricia Zaponi; e a coronel Renata Braz, com atuação em políticas de proteção às mulheres. Juntos, esses atores conferem ao encontro uma abordagem plural, técnica e profundamente comprometida com a transformação dessa realidade.

A programação foi estruturada para promover uma análise estratégica e integrada do problema. O primeiro painel abordará os avanços legislativos, a efetividade das políticas públicas e a necessidade de integração entre União, estados e municípios. Já o segundo painel voltará o olhar para os desafios do sistema de Justiça e da Segurança Pública, discutindo desde a reincidência da violência até a eficácia das medidas protetivas e o acolhimento das vítimas.

Mais do que discutir números, o seminário propõe compreender causas, fortalecer mecanismos de prevenção, ampliar a proteção às mulheres e garantir a responsabilização dos agressores. Porque cada vítima tem um nome. Cada história importa. E cada vida perdida exige uma resposta. Este é um chamado à sociedade, às instituições e a todos que se recusam a aceitar a violência como destino.

Programação resumida:

  • 14h30 – Abertura institucional
  • 14h45 – Painel 1 – Estratégias nacionais de enfrentamento ao feminicídio: legislação e políticas públicas
  • 15h25 – Painel 2 – Justiça e segurança pública no enfrentamento à violência contra a mulher
  • 16h45 – Encerramento

Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional